Morgan Quinn Ross, professor assistente de comunicação na Faculdade de Artes Liberais da OSU, e Scott Campbell, da Universidade Estadual de Ohio, entrevistaram quase 900 adultos nos Estados Unidos e descobriram que atividades que proporcionam formas menos completas de solidão, como jogar um jogo no celular ou ir ao cinema sozinho, oferecem algumas vantagens em relação a um passeio solitário no deserto ou a escrever em uma cabana isolada.
"Aprendemos que uma solidão menos completa tem mais probabilidade de restaurar a energia e manter um sentimento de conexão com os outros. Em um mundo onde a interação social está quase sempre a apenas um clique de distância, precisamos entender como equilibrar a interação social com diferentes tipos de solidão”, explica Ross.
Para o estudo, Ross e Campbell examinaram as condições sob as quais a solidão de um indivíduo pode ser "ofuscada" por pessoas e/ou tecnologia; a acessibilidade a outros e o envolvimento com a mídia podem ofuscar a experiência de solidão, fazendo com que o tempo sozinho seja mais social por natureza.
"Nosso estudo sugere que a solidão não é, de fato, o outro lado da interação social. Enquanto uma interação social mais intensa produz conexão, mas esgota a energia, a solidão mais intensa esgota tanto a energia quanto a conexão. A solidão não parece funcionar simplesmente como uma forma de recuperar a energia usada na interação social”, afirmou o pesquisador.
Os cientistas também descobriram que a solidão era menos prejudicial ao bem-estar de indivíduos que achavam que isso os ajudava a restaurar a energia e a manter a conexão, independentemente de quanta energia suas interações sociais lhes custavam.
"Se você tem uma atitude positiva em relação à solidão — porque você a usa para restaurar energia e sabe que será capaz de se conectar com as pessoas mais tarde — então escolher a solidão provavelmente fará você se sentir melhor", ele disse. "Mas se você escolher a solidão por causa de uma atitude negativa em relação à interação social — porque você não quer falar com as pessoas — isso provavelmente fará você se sentir pior”, diz.